A UTILIZAÇÃO DO SILÍCIO NACIONAL PARA A FABRICAÇÃO DE PLACAS SOLARES: UMA REFLEXÃO DAS DIFICULDADES TECNOLÓGICA E FINANCEIRA

Felipe souza Davies, Gustavo Luiz Frisso, Matheus Vinicius Brandao

Resumo


O presente artigo aborda a energia solar, especificadamente a fotovoltaica, de uma perspectiva nacional, visando considerar os desafios que a indústria do pais encontra para dominar a tecnologia das placas solares, já que o uso desta fonte aumenta notoriamente no Brasil em muito devido à grande incidência de radiação solar presente no pais, possibilitando um potencial para permitir a diminuição de milhões de toneladas de CO2 emitidas por outras fontes não renováveis. O subdesenvolvimento do Brasil no setor industrial eletrônico é uma das barreiras para a indústria fotovoltaica em função dos processos de purificação e transformação do silício. Aos exemplos de desenvolvimento na área estão China e Alemanha que, graças ao alto nível de desenvolvimento tecnológico que possuem, são responsáveis por grande parte da energia solar fotovoltaica convertida em elétrica no mundo, conseguindo fazer a cadeia de manufatura fotovoltaica inteira desde a extração do silício, até o fim na montagem das placas. O Brasil devido ao seu desenvolvimento industrial, consegue fazer apenas os extremos dessa cadeia de manufatura, sendo a coleta da matéria prima, transformação em silício metalúrgico e a montagem das placas fotovoltaicas, ocasionando um “oco” no centro da cadeia que obriga o país a importar a tecnologia fotovoltaica, como as células solares, para a montagem e instalação dos sistemas fotovoltaicos, afetando a implantação em maior escala da energia solar fotovoltaica. Ainda que como um complemento das fontes principais no Brasil, essa fonte poderia reduzir custos e impactos ambientais com linhas de transmissão, além de levar energia a locais que não a recebem pela distância em que se encontram de uma central de distribuição.

Palavras-chave


Fotovoltaica, Silício, Indústria.

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