EVIDÊNCIAS DA VIABILIDADE DA AMPLIAÇÃO DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS NO POLÍGONO DAS SECAS

William Paulo Ribeiro dos Santos, Wilhames Santana dos Santos

Resumo


Segundo dados do IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (2017), o aumento da temperatura do planeta está associado ao efeito estufa, agravado pela emissão de gases poluentes, derivados das atividades antrópicas. Neste cenário no qual há necessidade urgente de redução da produção destas substâncias nocivas a atmosfera terrestre, o Brasil assumiu um compromisso audacioso de diminuição da liberação de CO2 em 43% até 2030 (COP21, 2015). Comprometeu-se também a possuir 45% da sua matriz elétrica em 2030 constituída de fontes renováveis. Contudo, observa-se que a capacidade instalada de produção de energia eólica e solar no país ainda está abaixo do esperado. Para alavancar a ampliação do parque de produção de energia fotovoltaica instalada, em curto prazo, propõe-se fomentar a utilização desta tecnologia limpa com o propósito de promover a gradativa substituição das cotas energéticas. Nesta esteira de entendimento, discutiu-se criticamente neste artigo que o Polígono das Secas é uma região promissora para o desenvolvimento desta fonte obtida através da conversão da energia solar em energia elétrica; aplicando-a ao bombeamento de água. A ANEEL aponta que esta zona próxima à Linha do Equador possui uma boa média anual de irradiação solar bem como uniformidade em sua extensão. Contudo, há o problema histórico de escassez de água. Ademais, com os dados concretos e formatados sobre a tecnologia fotovoltaica, hidrogeologia da região, e resultados de trabalhos anteriores é possível compilar argumentos confiáveis acerca da viabilidade da expansão da energia solar, com reflexo social positivo para a população. Considerando a realidade examinada neste artigo, o objetivo é subsidiar o alcance da meta assumida no COP21 nos próximos 10 anos.

Palavras-chave


Polígono das Secas, Energia Solar, Bombeamento de Água

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