SUJIDADE DEPOSITADA SOBRE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS INSTALADOS EM GOIÂNIA: MORFOLOGIA E COMPOSIÇÃO QUÍMICA

  • Pedro Victor Valadares Romanholo UFG
  • Bernardo Pinheiro de Alvarenga UFG
  • Enes Gonçalves Marra UFG
  • Sérgio Pires Pimentel UFG
Palavras-chave: Energia Solar, Sujidade, Módulos Fotovoltaicos.

Resumo

A tecnologia de fabricação de módulos fotovoltaicos avançou intensamente nas últimas décadas, oferecendo ao mundo equipamentos mais eficientes e menos onerosos. Devido a suas características intrínsecas de funcionamento, os módulos são instalados o mais livre possível de obstruções físicas, principalmente daquelas que causem sombreamento. Entretanto, ao serem instalados ao ar livre, estes equipamentos são submetidos às ações climáticas e das substâncias que compõem a atmosfera em que estão inseridos. Desta maneira, partículas suspensas no ar se depositam sobre a superfície dos módulos, comprometendo a operação destes. A extensão do impacto causado pela deposição de partículas dependerá principalmente da morfologia e da composição química destas. A partir disto, realizou-se uma investigação das características físico-químicas da sujidade depositada sobre os módulos do sistema de geração solar fotovoltaica instalado na Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação da Universidade Federal de Goiás. Com este objetivo, foram coletadas amostras da sujidade depositada, a qual teve sua morfologia analisada via técnica de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e sua composição química via técnica de espectroscopia de energia dispersiva (EDS). Os resultados obtidos mostram uma grande variação no tamanho e morfologia das partículas, sendo observado um intervalo de valores entre, aproximadamente, 10 e 100 μm para o diâmetro das partículas. A caracterização química apresenta indícios da presença de compostos orgânicos e minerais, resíduos de poluição urbana e dejetos de pássaros.
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Conversão Fotovoltaica - Controle e monitoramento de sistemas fotovoltaicos