ANÁLISE QUÍMICA PRELIMINAR DA SUJIDADE DEPOSITADA EM DUAS PLANTAS FOTOVOLTAICAS INSTALADAS NA ZONA URBANA DE FORTALEZA

Autores

  • Danielly Norberto Araujo UFC
  • Marcelo Ferreira Freitas Filho UFC
  • PAULO C. M. CARVALHO UFC
  • Jose Marcos Sasaki UFC

Palavras-chave:

Sujidade, Plantas Fotovoltaicas, Composição Química.

Resumo

Sujidade é um dos parâmetros ambientais que mais afeta o desempenho de módulos Fotovoltaicos (FV), sendo apenas menos relevante do que a irradiação solar e a temperatura. A redução do desempenho FV devido à sujidade é influenciada não apenas pela quantidade acumulada de sujeira, mas também por sua composição física e química. As características química e física da sujidade depositada são específicas do local/módulo em estudo, pois dependem das características morfológicas do solo do local em que os módulos FV estão instalados, entre outros fatores. O presente artigo visa analisar a composição química da sujidade depositada em duas plantas FV instaladas na zona urbana de Fortaleza - CE: a planta FV 1, de 6 módulos, possui potência instalada de 1,5 kWp e a planta FV 2, de 12 módulos, possui potência instalada de 3,9 kWp. Para isso, as técnicas de Difração de Raios- X (DRX) e da Fluorescência de Raios-X (FRX) são utilizadas para análise. São identificadas as fases cristalinas de SiO2, de Fe2O3, de KAl2(AlSi3O10)(OH)2, de NaCl e de C6H8O6, e é constatada a presença dos elementos químicos: alumínio, silício, ferro e cálcio. Apesar da proximidade física das plantas FV, é notada uma pequena diferença na contribuição de determinados elementos químicos na composição das amostras de sujidade. Além disso, é observado que as duas técnicas de análise utilizadas, DRX e FRX, são complementares, pois os dados do FRX auxiliam na identificação das fases pelo conjunto de picos dos difratogramas.

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Seção

Conversão Fotovoltaica - Aspectos técnicos de sistemas fotovoltaicos instalados